Taanteatro Companhia

25/10 | 20h | Teatro Dragão do Mar, CDMAC – Fortaleza
26/10 | 20h | Teatro Alternativo de Itapipoca – Itapipoca
ANO DE 
CRIAÇÃO
2018
DURAÇÃO
55 min
CLASSIFICAÇÃO
INDICATIVA
12 anos

Mensagens de Moçambique

Mensagens de Moçambique tematiza a luta pela soberania e autorrealização face à herança colonial portuguesa em um país africano. O processo criativo protagonizado pelo dançarino moçambicano Jorge Ndlozy baseia-se na [des]construcão de performance a partir da mitologia [trans]pessoal, abordagem dramatúrgica da dinâmica taanteatro.
À maneira de um rito de passagem, a dramaturgia coreográfica associa dinâmicas de subjetivação a períodos históricos significativos de Moçambique: pré-colonial (migrações bantu), colonial (chegada, ocupação e domínio português) e pós-colonial (revolução, guerra civil e redemocratização).
A coreografia alimenta-se da imersão em rituais ancestrais, releituras de danças tradicionais moçambicanas, estudos de textos poéticos e históricos e busca uma expressividade singular para além de estilos de dança conhecidos ou fortemente estabelecidos.
A trilha sonora é constituída de música original, tambores africanos, sons ambientais, valsa e fragmentos de discursos de Samora Machel, líder revolucionário e primeiro presidente de Moçambique.

Dança Jorge Ndlozy | Direção Wolfgang Pannek | Direção coreográfica Maura Baiocchi | Dramaturgia, texto, cenografia, figurino Wolfgang Pannek, Jorge Ndlozy | Música original Gustavo Lemos | Trilha sonora Wolfgang Pannek, Jorge Ndlozy | Timbila e tambor ao vivo Jorge Ndlozy | Iluminação Mônica Cristina Bernardes | Produção Wolfgang Pannek, Mônica Cristina Bernardes

A Taanteatro Companhia foi fundada em 1991 em São Paulo pela coreógrafa Maura Baiocchi e por integrantes do Núcleo Taantécnica Butoh. Depois de estudar a dança japonesa de vanguarda butoh com Kazuo Ohno e Min Tanaka entre 1987 e 1989, Baiocchi apresenta seu repertório de solos com considerável impacto midiático em teatros paulistanos e atrai um grande número de dançarinos e atores para seu núcleo de formação. A noiva que se assusta vendo a vida aberta e O quadrado que ri são os primeiros espetáculos do núcleo, têm forte influência da dança butoh e se baseiam na exploração da mitologia (trans)pessoal dos performers.

Jorge Armando Ndlozy é um dançarino de Moçambique formado em dança tradicional e contemporânea. Toca a timbila, instrumento tradicional moçambicano declarado patrimônio oral e imaterial da humanidade pela ONU, e diversos tambores. Estudou com coreógrafos internacionais como George Kumalu, Thomas Auers, David e Máte Zamborano, Boy Zei Tsekuana, Daisy Renzy, Sofisso, Kudos, Francesco Camacho e Luis Filipe e aprimorou sua formação em residências na Culturarte Moçambique, na escola PARTS (Bélgica) e no Mark Theater (África do Sul). Integrou as companhias Cultuarte, Tingoma to Tsamba, Nhacatandewa e, durante 14 anos, a Companhia Municipal de Canto e Dança da Matola. Nesses grupos atuou também como professor, além de aplicar seu conhecimento em dança em projetos dirigidos a pessoas com necessidades especiais. Como coreógrafo criou obras como Falando de mim, Em camadas, Dois por um, O Peixe, entre outros. Apresentou seu trabalho em festivais e projetos da África do Sul, Alemanha, Bélgica, França, Líbia, Madagascar, Nigeria, Portugal, Swazilândia e Tunísia.

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