Patrícia Crespí

23/10 | 19h | Teatro B. de Paiva, Porto Dragão - Fortaleza
ANO DE 
CRIAÇÃO
2022
DURAÇÃO
40 min
CLASSIFICAÇÃO
INDICATIVA
16 anos

PQP! Comi a maçã

O espetáculo PQP! Comi a maçã é resultado de uma pesquisa acerca da origem da opressão à mulher dentro de um contexto religioso e que se estende para o contexto político contradizendo o Estado Laico. O que a peça quer refletir é sobre a reprodução da opressão nos nossos diálogos e comportamentos e como isso ainda vem sendo pregado na contramão da nossa luta. PQP! Comi a maçã é sobre onde nós mulheres fomos e estamos sendo colocadas como quem não pudesse escolher onde quer estar. E de onde vem isso? Por que somos nós que temos de ser tão violentadas e mortas todos os dias? Por que mulheres, negros, gays, trans sempre são o alvo da opressão? Qual a justificativa? É fato que o livro mais lido e vendido do mundo é a bíblia. O que mais chama atenção é que o tratamento usado para a mulher no velho e novo testamento são os mesmos até hoje. Nessa peça, colocamos uma lupa sobre essa crueldade considerada sagrada declarada contra nós; a fim de comparar o que de fato mudamos até aqui. A mulher conquistou alguns direitos, mas não conquistou a segurança. Quantas vezes ainda será necessário bater na mesma tecla sobre nossos corpos? Queremos refletir sobra a dualidade da sacralização versus a demonização da figura da mulher no mundo e como isso ainda nos mantem num lugar de vulnerabilidade e desrespeito. A ideia não é tocar fogo no livro sagrado, embora a vontade exista, mas sim atentar para a influência da sua existência na sociedade até hoje e sua relação com as estatísticas de violência contra as mulheres; numa tentativa de construir reflexões sobre o que temos feito com isso. Este trabalho estreou em agosto de 2022 na programação do Festival Curta o Gênero.

Direção, texto, encenação, iluminação e cenografia Patrícia Crespí | Figurino Janaina Ribeiro

Patrícia Crespí é artista da cena cearense, fortalezense, intérprete criadora em dança, teatro, performance e cinema desde 2007, pesquisadora e produtora de dramaturgias femininas desde 2014.

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