Companhia Giradança

28/10 | 19h |Teatro B de Paiva - Porto Dragão - Fortaleza
ANO DE 
CRIAÇÃO
2015
DURAÇÃO
50 min
CLASSIFICAÇÃO
INDICATIVA
14 anos

Bando – Dança que Ninguém Quer Ver

“Dançar em bando é a maneira pela qual a vida se apresenta em força e forma. Digo, ser bando é a estratégia de sobrevivência sem a qual não poderíamos cogitar a propagação de nossa existência”
- Alexandre Américo


Na linearidade do tempo estamos nós, como em um ponto. Quase duas décadas se passaram e as fissuras dessa linha são marcadas, sobretudo, por atitudes persistentes. Atitudes estas, que nos fazem existir enquanto sujeitos que dançam na contemporaneidade. A superexposição das condições de vida da Cia Gira Dança, enquanto bando que (R) existe, a partir das contaminações/interferências provocadas por indivíduos residentes que, de algum modo, atravessaram o trajeto deste trabalho, nos faz carnificar em dança as questões que nos assolam provisoriamente, mas sobretudo, incita-nos a responder a essencial pergunta: Que dança é essa que nós queremos fazer/ser enquanto bando que dança? Para tanto, acreditamos ser imprescindível um trabalho de cunho processual e colaborativo, repleto de tensões e estruturas situacionais abertas à improvisação, que potencializam a fricção entre as particularidades dos indivíduos que performam o instante do acontecimento-dança. Em suma, parafraseando o Marcos Bragato, a tentativa é de tornar visível “a porcentagem daquilo que não se tornou vírus”, a dança que ninguém quer ver. 

Concepção e Direção Artística Alexandre Américo | Bailarinos Criadores Álvaro Dantas, Jânia Santos, Joselma Soares, Ana Vieira, Marconi Araújo, Samuel Oliveira e Wilson Macário | Residentes  Leandro Berton(Sp), Edu O. (Ba), Mathieu Duvignaud (Fr) e Marcos Bragato(Sp) | Trilha Sonora Toni Gregório | Desenho de Luz Camila Tiago | Figurino Yago | Criação Cenográfica Mathieu Duvignaud | Produção Celso Filho - Listo! Produções Artísticas | Fotografia e Vídeo Brunno Martins

Em 2005, no contexto da Cidade de Natal no Rio Grande do Norte, surge a Companhia Gira Dança tendo como fundadores os artistas da dança Anderson Leão e Roberto Morais. Logo agrupando outros artistas a companhia se estabelece, já em seus primeiros trabalhos, como uma zona capaz de gerar tecnologias inacabadas (coreografias) operadoras de corpos discursivos com o enfoque nas relações tensionais entre corpos com e sem deficiência.A Giradança tem apresentado, em espaços cênicos de todo o Brasil, um trabalho interessado em propor modos de ser/estar em grupo, a fim de expandir nossos entendimentos acerca dos corpos da não-hegemônia na dança contemporânea. Com quase duas décadas de trabalho acumula diversos prêmios nos seus mais de 13 espetáculos de repertório dançados em mais de 15 estados brasileiros e 5 outros países.

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