Cia Balé Baião

27/10 | 20h | Teatro Alternativo de Itapipoca
ANO DE 
CRIAÇÃO
2021
DURAÇÃO
22 min
CLASSIFICAÇÃO
INDICATIVA
LIVRE

Receba e Tombe

Negruras cearenses sem uso do “falso negrume”. Aqui estamos, herdeiros legítimos de legados pretos invisibilizados pela branquitude, retintos e não-retintos em estado de afirmação e reinvindicação negra, indígena e periférica, sob a benção e emantação de entidades pulsantes que coabitam em nós: Abdias Nascimento, Paulo Freire, Grada Kilomba, bell hokks, Ailton Krenak, Negro Bispo, Marielle Franco, Luís Inácio e tantos outros e outras.
Epistemes e epidermes em reinvenção e retomada: narrativas do gesto ancestral que ganha forma, textura e espaço por meio de ritos rodantes, de giras afetivas, amorosas e comunitárias que agregam memórias, anseios e militâncias! Haveremos de vencer a tirania com toda a fúria e ternura que nos assola. Eles haverão de tombar!

Dançarines-criadores Agricelha Andrade, Anderson Paiva, Benedita Márcia, Ernany Braga, Ysadora Livia | Concepção e Direção coreográfica Gerson Moreno | Sonoplastia e luz Cacheado Braga | Foto Cacheado Braga

Fundada em 1994 por Gerson Moreno, a Balé Baião de Itapipoca CE desenvolve um trabalho pioneiro de investigação, pesquisa, produção e difusão de danças cênicas contemporâneas atravessadas por estéticas e narrativas negras, ameríndias e periféricas, com quase três dácadas de história. É um coletivo de dança formado por multiartistas do corpo que transversalizam: produção artística (cena), ensino de artes (educação) e engajamento político (ação comunitária).Seus processos de pesquisa e composição coreográfica buscam integrar práticas artísticas plurais, desde o uso da palavra, produção de som e música ao vivo, produção de vídeoDança, dentre outros elementos performáticos e ritualísticos que conectam seus fazeres cênicos.Apresenta um repertório de obras montadas em processos colaborativos, sob direção de Gerson Moreno e artistas convidados/as, tais como Andrea Bardawil (Lamentos e gozos da Imperatriz – 2011), Isabel Marques (Mapas Urbanos – 2012), Rui Moreira (Bori – 2016), dentre outros/as. As poéticas e dramaturgias de suas obras nascem de questões relacionadas ao corpo contemporâneo e seus territórios afetivos, comunitários, ancestrais e militantes.  Atualmente a Balé Baião é vinculada à Associação de Artes Cênicas de Itapipoca (AARTI) e gerencia o Ponto de Cultura Galpão da Cena de Itapipoca onde realiza a Escola Livre Balé Baião em convênio com a Universidade Estadual do Ceará (UECE), ação formativa técnico-artística em danças cênicas reconhecida pela Secretaria Estadual da Cultura do Ceará (SECULT) como Escola livre da Cultura.

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